terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Calendário
Nossa! Janeiro já acabou! Sou eu que tô agoniada, ou é o início do ano que tá passando rápido? É engraçada a maneira como a nossa compreensão de tempo vai se modificando na medida em que amadurecemos. Muitas pessoas na minha idade têm a mesma sensação de tempo avançando a mil por hora. Bem diferente de quando estávamos na casa dos 20 e infinitamente diferente da nossa noção de tempo quando éramos adolescentes, né? Mas enfim, se fevereiro chegou rápido, que seja bem-vindo!!! Ainda tenho um ano inteiro pela frente pra colocar meus planos mirabolantes pra dominar o mundo em prática!
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Comer, rezar e amar
O título desse post é, na verdade, o título do livro que acabei de ler. Ao contrário de muitos colegas jornalistas, não tenho preconceito contra os best-sellers. E esse livro, da norte-americana Elizabeth Gilbert, definitivamente, é um (são mais de 4 milhões de exemplares vendidos).
A publicação conta a história da autora, que largou uma vidinha cômoda e mergulhou no mundo em busca de si mesma,de prazeres gastronômicos e espirituais. Para isso, ela dividiu a viagem em três países: Itália, Índia e Indonésia.
Como adoro viajar, e também já larguei tudo pra trás uma vez, me interessei. Se gostei do livro? Mais ou menos.
Pra ser sincera, adorei a parte da Itália, mas demorei uns dois ou três meses pra conseguir passar pela Índia (nossa, como é chata essa parte!!!!!). Fiz um graaaaande esforço pra conseguir ir adiante - parecia que estava lendo um daqueles livros banais de autoajuda - foi terrível! Até que cheguei à Indonésia e consegui concluir a leitura rapidamente, já que a narrativa se tornou interessante de novo.
Na parte da Indonésia, descobri por exemplo que, em Bali, até os seis meses de vida as crianças são consideradas deuses e que não podem de maneira nenhuma ter contato com o chão. Assim que elas completam o sétimo mês, há uma grande cerimônia, um rito de passagem, onde finalmente o bebê pode pisar na terra pela primeira vez e, só a partir daí, se tornará humano, como todos nós. Nesse ritual, um falso bebê, feito com cocos, é colocado no chão momentos antes da criança. Isso é para enganar os demônios, que assim atacam o bebê fictício.
Enfim, o livro não é lá grande coisa, mas tem seu valor.
Hoje comecei a ler "Todos os Nomes", de José Saramago. Assim que acabar, divido minhas impressões com vcs de novo. Até mais
A publicação conta a história da autora, que largou uma vidinha cômoda e mergulhou no mundo em busca de si mesma,de prazeres gastronômicos e espirituais. Para isso, ela dividiu a viagem em três países: Itália, Índia e Indonésia.
Como adoro viajar, e também já larguei tudo pra trás uma vez, me interessei. Se gostei do livro? Mais ou menos.
Pra ser sincera, adorei a parte da Itália, mas demorei uns dois ou três meses pra conseguir passar pela Índia (nossa, como é chata essa parte!!!!!). Fiz um graaaaande esforço pra conseguir ir adiante - parecia que estava lendo um daqueles livros banais de autoajuda - foi terrível! Até que cheguei à Indonésia e consegui concluir a leitura rapidamente, já que a narrativa se tornou interessante de novo.
Na parte da Indonésia, descobri por exemplo que, em Bali, até os seis meses de vida as crianças são consideradas deuses e que não podem de maneira nenhuma ter contato com o chão. Assim que elas completam o sétimo mês, há uma grande cerimônia, um rito de passagem, onde finalmente o bebê pode pisar na terra pela primeira vez e, só a partir daí, se tornará humano, como todos nós. Nesse ritual, um falso bebê, feito com cocos, é colocado no chão momentos antes da criança. Isso é para enganar os demônios, que assim atacam o bebê fictício.
Enfim, o livro não é lá grande coisa, mas tem seu valor.
Hoje comecei a ler "Todos os Nomes", de José Saramago. Assim que acabar, divido minhas impressões com vcs de novo. Até mais
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
De volta!!!!
Oi Pessoal! Uma hora eu tinha que voltar a escrever aqui! Até porque descobri que tem muitos colegas que lêem os meus devaneios, mas não postam comentários e pensei: nossa, faz um mês que não escrevo lá. Então, voltei!
Na verdade, não sei pq sumi. Só não tinha muita vontade de escrever nada no final de ano. Aliás, o final de 2009 foi meio diferente mesmo. Pela primeira vez não tive as famosas resoluções de ano-novo. Não parei pra refetir sobre como foi o ano que acabou e o que espero do que chegou. Apenas o recebi, de braços abertos e feliz por ter mais um ano inteiro pela frente.
Feliz também por estar viva e com saúde. Parece piegas, mas é sério. Belém está ficando mais perigosa a cada a dia e viver nessa cidade parece um desafio constante.
Feliz por ter emprego estável e por - pela primeira vez na vida - ter frequentado regularmente a academia (aplausos, por favor!!! rsrs).
Mais feliz ainda pelos elogios constantes (graças a malhação, é bom que se diga!!!). Frases do tipo: "como vc está diferente!", "Nem te reconheci!", "Como vc está mais magra!". Cá pra nos, isso faz bem pra qualquer ser humano, né?
Feliz por ter passado o natal com a minha família em Curitiba, por ver minha gatinha de 16 anos caminhar rumo a mais um ano e chegar, com saúde, aos 17, se Deus quiser, com todo mundo achando que ela parece um animalzinho de 8, 9 anos, no máximo.
Enfim, feliz! Talvez até comece a pensar em resoluções de ano-novo. Mas, não agora!
Por ora é isso. Um ótimo fim de semana pra todos!!!
Até mais!!!!
Na verdade, não sei pq sumi. Só não tinha muita vontade de escrever nada no final de ano. Aliás, o final de 2009 foi meio diferente mesmo. Pela primeira vez não tive as famosas resoluções de ano-novo. Não parei pra refetir sobre como foi o ano que acabou e o que espero do que chegou. Apenas o recebi, de braços abertos e feliz por ter mais um ano inteiro pela frente.
Feliz também por estar viva e com saúde. Parece piegas, mas é sério. Belém está ficando mais perigosa a cada a dia e viver nessa cidade parece um desafio constante.
Feliz por ter emprego estável e por - pela primeira vez na vida - ter frequentado regularmente a academia (aplausos, por favor!!! rsrs).
Mais feliz ainda pelos elogios constantes (graças a malhação, é bom que se diga!!!). Frases do tipo: "como vc está diferente!", "Nem te reconheci!", "Como vc está mais magra!". Cá pra nos, isso faz bem pra qualquer ser humano, né?
Feliz por ter passado o natal com a minha família em Curitiba, por ver minha gatinha de 16 anos caminhar rumo a mais um ano e chegar, com saúde, aos 17, se Deus quiser, com todo mundo achando que ela parece um animalzinho de 8, 9 anos, no máximo.
Enfim, feliz! Talvez até comece a pensar em resoluções de ano-novo. Mas, não agora!
Por ora é isso. Um ótimo fim de semana pra todos!!!
Até mais!!!!
sábado, 5 de dezembro de 2009
Atualizando
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Lamentável
A hipocrisia brasileira está cada vez pior. Não me entendam mal, eu amo meu país, mas em um mundo onde as pessoas fazem sexo cada vez mais cedo, se exibindo em vídeos que vão parar na internet; as mulheres desfilam só com tapa-sexo no Carnaval; os ídolos dos jovens são figuras como Lindsay Lohan e Britney Spears; e por aí vai, expulsar uma garota da universidade por causa de vestido curto é muita hipocrisia. É transformar a vítima em culpada. Um absurdo! Assim como absurdo também foi a aluna da Uniban ter que sair escoltada pela polícia, coberta com um jaleco, para não ser agredida pelos colegas (muitos dos quais, certamente, se enquadram na descrição dos jovens no ínício desse post).
Tudo bem que sair por aí mostrando até o útero num vestido não é a conduta mais apropriada para quem vai assistir aula, mas, o útero é dela, o vestido e dela, e no fim das contas, como diz a Lady Kate, ela tá pagaaaaaaaaando, não tá?
Mas, como falamos de Brasil, logo logo isso acaba, ela vira capa da Playboy, lança um livro - que vira best-seller, e todo mundo fica feliz. E esquece mais uma vez das pessoas morrendo atingidas por balas perdidas, da multidão de desempregados, do caos na saúde e da lama que envolve o Planalto e o Congresso.
Tudo bem que sair por aí mostrando até o útero num vestido não é a conduta mais apropriada para quem vai assistir aula, mas, o útero é dela, o vestido e dela, e no fim das contas, como diz a Lady Kate, ela tá pagaaaaaaaaando, não tá?
Mas, como falamos de Brasil, logo logo isso acaba, ela vira capa da Playboy, lança um livro - que vira best-seller, e todo mundo fica feliz. E esquece mais uma vez das pessoas morrendo atingidas por balas perdidas, da multidão de desempregados, do caos na saúde e da lama que envolve o Planalto e o Congresso.
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Saudades do seu Sérgio
Uma das lembranças mais fortes que eu tenho do meu pai é a do dia em que ele me deu duas pequenas peças em madeira para pintar. Eram umas peças indígenas que eu, com tinta fornecida por ele, pude colorir enquanto ele trabalhava e, entre uma pincelada e outra, a gente conversava. Eu era uma criança, claro, já que ele morreu quando eu tinha apenas 13 anos.
Também lembro do dia em que ele me levou para o show dO Balão Mágico em Belém quando eu tinha 9 anos. A mamãe quis a morte porque a gente havia acabado de se mudar para o prédio onde eu vivo até hoje e, em vez de ajudá-la, ele me pegou pelo braço e levou para o Mangueirão para ver a turminha. Cheguei a confundir com o show da Xuxa, mas, dias depois que escrevi esse post, minha mãe me fez lembrar que era mesmo a galera do Balão. Lembro - com certeza - que ele comprou uma daquelas bolas grandes, tipo as que vendem nos arredores da Basílica na época do Círio, e que deu um jeitinho da gente ir para o gramado, quando os nossos ingressos eram para a arquibancada. Coisas de meu pai...
Ele era aquele tipo de pessoa que vivia para ser feliz, mesmo com pouco dinheiro no bolso. Minha mãe sempre conta que se ele tivesse só dez reais e alguém viesse pedir emprestado, ele entregava, alegando que vai ver a pessoa não tinha mais com quem contar, enquanto ele tinha minha mãe. E juntos eles iam vivendo.
Seu Sérgio era do tipo que não abria mão de um bom queijo cuia à mesa. E era poeta também, um autodidata. Teve que sair cedo da escola, mas nunca deixou de ler, de perceber o mundo ao redor.
Foi com livros dele que conheci Machado de Assis, Gonçalves Dias, Camilo Castelo Branco, Eça de Queiroz e tantos outros. Ele, ao lado da minha mãezinha - que ainda vai viver muito, se Deus quiser - incentivava meu lado artístico: seja pela pintura, o desenho, a literatura ou a música. E não é que eu estava desenhando no dia em que o telefone tocou com a notícia que nenhum de nós quer ouvir? Era a notícia do fim da vida de quem a gente ama. Mas, não quero falar sobre isso. Quero falar do homem que ele foi, e agradecer pela mulher que - mesmo indo embora tão cedo desse plano - ele ajudou a construir. A mulher que hoje eu sou.
Então, nesse Dia de Finados, reproduzo aqui, como muito orgulho, o poema que ele dedicou para mim no dia do meu aniversário de 8 anos (26/12/84):
"COMO ÉS LINDA
Tu és bela, como é bela
linda aurora a despertar
És formosa como a noite,
quando amena e de luar,
Tú és linda, como é lindo
um puro céu cor de anil
Tú és casta, como é casta
uma carícia infantil
Tú és doce, como é doce
uma nota harmoniosa
Tú és meiga, como é meiga,
cândida pomba, mimosa
Tú és pura, como é pura
a branca rosa singela
Do céu tens a candura,
mimosa, linda donzela
Reúnes mil atrativos
Tens todas as perfeições
Um só volver de teus olhos
atrai ardentes paixões
Ninguém pode resistir
A tua graça e beleza
Tú és o ente mais lindo
que criou a natureza"
Saudades eternas, pai! Te amo!
Também lembro do dia em que ele me levou para o show dO Balão Mágico em Belém quando eu tinha 9 anos. A mamãe quis a morte porque a gente havia acabado de se mudar para o prédio onde eu vivo até hoje e, em vez de ajudá-la, ele me pegou pelo braço e levou para o Mangueirão para ver a turminha. Cheguei a confundir com o show da Xuxa, mas, dias depois que escrevi esse post, minha mãe me fez lembrar que era mesmo a galera do Balão. Lembro - com certeza - que ele comprou uma daquelas bolas grandes, tipo as que vendem nos arredores da Basílica na época do Círio, e que deu um jeitinho da gente ir para o gramado, quando os nossos ingressos eram para a arquibancada. Coisas de meu pai...
Ele era aquele tipo de pessoa que vivia para ser feliz, mesmo com pouco dinheiro no bolso. Minha mãe sempre conta que se ele tivesse só dez reais e alguém viesse pedir emprestado, ele entregava, alegando que vai ver a pessoa não tinha mais com quem contar, enquanto ele tinha minha mãe. E juntos eles iam vivendo.
Seu Sérgio era do tipo que não abria mão de um bom queijo cuia à mesa. E era poeta também, um autodidata. Teve que sair cedo da escola, mas nunca deixou de ler, de perceber o mundo ao redor.
Foi com livros dele que conheci Machado de Assis, Gonçalves Dias, Camilo Castelo Branco, Eça de Queiroz e tantos outros. Ele, ao lado da minha mãezinha - que ainda vai viver muito, se Deus quiser - incentivava meu lado artístico: seja pela pintura, o desenho, a literatura ou a música. E não é que eu estava desenhando no dia em que o telefone tocou com a notícia que nenhum de nós quer ouvir? Era a notícia do fim da vida de quem a gente ama. Mas, não quero falar sobre isso. Quero falar do homem que ele foi, e agradecer pela mulher que - mesmo indo embora tão cedo desse plano - ele ajudou a construir. A mulher que hoje eu sou.
Então, nesse Dia de Finados, reproduzo aqui, como muito orgulho, o poema que ele dedicou para mim no dia do meu aniversário de 8 anos (26/12/84):
"COMO ÉS LINDA
Tu és bela, como é bela
linda aurora a despertar
És formosa como a noite,
quando amena e de luar,
Tú és linda, como é lindo
um puro céu cor de anil
Tú és casta, como é casta
uma carícia infantil
Tú és doce, como é doce
uma nota harmoniosa
Tú és meiga, como é meiga,
cândida pomba, mimosa
Tú és pura, como é pura
a branca rosa singela
Do céu tens a candura,
mimosa, linda donzela
Reúnes mil atrativos
Tens todas as perfeições
Um só volver de teus olhos
atrai ardentes paixões
Ninguém pode resistir
A tua graça e beleza
Tú és o ente mais lindo
que criou a natureza"
Saudades eternas, pai! Te amo!
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Possibilidades
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Grey's Anatomy
Nesta madrugada, a Warner reprisou o 100º episódio da série Grey's Anatomy. Não sei se alguém aqui assiste ou já assistiu a série - que vai entrar na sexta temporada agora, mas só passa na Sky. De qualquer maneira, hj apenas me deu vontade de compartilhar a reflexão colocada pela personagem Izzie Stevens. É tão simples, tão óbvia, mas tão bonita. Ninguém precisa saber sobre a série para ouvir ou ler. Tradução livre logo abaixo.
"You never know the biggest day of your life is the biggest day. Not until it's happening. You don't recognize the biggest day of your life, not until you're right in the middle of it. The day you commit to something or someone. The day you get your heart broken. The day you meet your soul mate. The day you realize there's not enough time, because you wanna live forever. Those are the biggest days. The perfect days, you know?"
"Você nunca sabe que o maior de todos os dias da sua vida é o maior de todos os dias. Não até ele estar acontecendo. Você não reconhece o maior de todos os dias da sua vida, não até você estar bem no meio dele. O dia em que você se compromete com algo ou com alguém. O dia em que você tem o seu coração partido. O dia em que você encontra sua alma gêmea. O dia em que você se dá conta de que não há tempo suficiente porque você quer viver pra sempre! Aqueles são os maiores de todos os dias. Os dias perfeitos, sabe?"
"You never know the biggest day of your life is the biggest day. Not until it's happening. You don't recognize the biggest day of your life, not until you're right in the middle of it. The day you commit to something or someone. The day you get your heart broken. The day you meet your soul mate. The day you realize there's not enough time, because you wanna live forever. Those are the biggest days. The perfect days, you know?"
"Você nunca sabe que o maior de todos os dias da sua vida é o maior de todos os dias. Não até ele estar acontecendo. Você não reconhece o maior de todos os dias da sua vida, não até você estar bem no meio dele. O dia em que você se compromete com algo ou com alguém. O dia em que você tem o seu coração partido. O dia em que você encontra sua alma gêmea. O dia em que você se dá conta de que não há tempo suficiente porque você quer viver pra sempre! Aqueles são os maiores de todos os dias. Os dias perfeitos, sabe?"
Assinar:
Postagens (Atom)

